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sexta-feira, 16 de junho de 2017

REVISÃO REVOLUÇÃO FRANCESA (15 QUESTÕES)

Fala galera!!!
Cumprindo o combinado com as turmas 2001 e 2002 do Colégio Exame segue uma lista com 15 questões sobre a Revolução Francesa para que todos possam revisar esse assunto tão importante!!!

Espero que aproveitem... BOM TRABALHO!!!

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1.   A passagem do século XVIII para o século XIX inaugura o que, convencionalmente, se denomina de história contemporânea. Depois de quase quatro séculos de acumulação de capital, de comércio colonial, de sucessivas guerras hegemônicas e contra-hegemônicas, da desestrutura do feudalismo, da expansão da linguagem escrita e do ensino, da lenta conquista e subjugação de outras civilizações, a Europa teve de enfrentar uma profunda transformação de seu processo histórico.
SILVA, André Luiz Reis da. A nova ordem europeia no século XIX: os efeitos da dupla revolução na história contemporânea. Ciências & Letras, Porto Alegre, nº 47, p. 11-24, jan./jun. 2010.  

No contexto descrito, o desenvolvimento da burguesia iniciou uma nova era, que teve como principais marcos históricos 
a) a Revolução Industrial e a Francesa.   
b) a Reforma Protestante e a Contrarreforma.   
c) a Comuna de Paris e a Primavera dos Povos.   
d) a Guerra da Crimeia e a Guerra Civil Americana.   
e) a Guerra dos Trinta Anos e a Guerra dos Sete Anos.   
  
2.   A Revolução Francesa foi um dos momentos mais importantes no processo de formação do mundo contemporâneo. Foi um movimento violento que sepultou o absolutismo na cena política e o mercantilismo na economia, tendo um papel de grande destaque a burguesia, interessada em instituir um regime que atendesse aos seus interesses. Durante a revolução tomou forma um corpo legislativo denominado Assembleia Nacional, que tomou parte central na consolidação das reformas objetivadas pela revolução. 

Dentre as principais reformas realizadas na fase moderada da Revolução Francesa (1789-1791), pela Assembleia Nacional, podemos citar CORRETAMENTE:
a) Abolição dos privilégios especiais do clero e da nobreza; Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão; subordinação da Igreja ao Estado; elaboração de uma constituição para a França; reformas administrativas e judiciárias; e ajuda à economia francesa.   
b) Declaração Universal dos Direitos Humanos; elaboração do Edito de Nantes, que dava liberdade religiosa para os não católicos; criação do Banco da França; legalização da anexação dos territórios da margem esquerda do Reno; elaboração do Código Civil Francês.   
c) Criação do Código Civil Francês; criação do Banco da França; elaboração da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão; elaboração das primeiras leis trabalhistas que proibiam o trabalho infantil; concessão do direito ao voto às mulheres.   
d) Direito de voto para todos os homens, independente da renda; favorecimento de legislação que incentivava o capitalismo comercial; reforma do sistema educacional com a criação dos liceus clássicos e de ofícios; maior autonomia para as províncias históricas da França; criação de uma estrutura descentralizada de governo na França.   
e) Regulamentação das leis trabalhistas na França; extensão do direito de voto para todos os homens e mulheres maiores de 18 anos; reconhecimento do direito de minorias; criação do Código Civil; a França se tornou uma confederação descentralizada, dividida em cantões com alto grau de autonomia política; elaboração da Constituição Civil do Clero.   
3.   “O governo revolucionário tem necessidade de uma atividade extraordinária, precisamente porque ele está em guerra. Suas regras não são uniformes nem rigorosas, porque as circunstâncias são tumultuadas e inconstantes (...). O governo revolucionário não tem nada em comum com a anarquia nem com a desordem. Sua meta, ao contrário, é de as reprimir para implantar e consolidar o reinado das leis.”
Discurso de Robespierre diante da Convenção, 25 de dezembro de 1793. In: COSTA, M.; DOUBLET, F. (coord.). Histoire Géographie, 4ª ed. Paris: Magnard, 1998. p. 60.

Durante a Revolução Francesa, ao assumir a direção da Convenção (1792-1794), os jacobinos adotaram medidas para conter as forças contrarrevolucionárias. 
O discurso de Robespierre, ao afirmar que as ações do governo revolucionário não podem estar submetidas a regras uniformes e rigorosas, procurava justificativas para
a) a criação do Tribunal Revolucionário, para julgar os suspeitos de atitudes contrarrevolucionárias. Muitas vezes, o destino dessas pessoas era a morte na guilhotina.   
b) a instituição do voto censitário, sendo assim apenas pessoas com posses poderiam exercer o poder de voto e se candidatar para mandatos eletivos.   
c) a convocação dos Estados Gerais, órgão consultivo formado por representantes dos três estados e que não se reunia desde 1614.   
d) a criação do Diretório, órgão que desempenhava o poder Executivo e era composto de cinco pessoas eleitas entre os deputados.    
e) a coroação de Napoleão Bonaparte, definida a partir de um plebiscito que aprovou o fim do Consulado e a transformação da França em Império.   
  
4.   Leia com atenção.

Hino da França – A Marselhesa (tradução)

Avante, filhos da Pátria,
O dia da Glória chegou.
Contra nós, a tirania
O estandarte encarnado se eleva!
Ouvis nos campos rugirem
Esses ferozes soldados?
Vêm eles até nós
Degolar nossos filhos, nossas mulheres.
Às armas cidadãos!
Formai vossos batalhões!
Marchemos, marchemos
Nossa terra do sangue impuro se saciará.

O Hino da Revolução Francesa, que mais tarde se tornaria o Hino da França, reflete muito do espírito de luta e sede de mudança que se expandiu principalmente entre
a) os clérigos e nobres, que procuravam manter os privilégios de que gozavam, principalmente em relação aos impostos.   
b) os burgueses que, em muitos casos, apesar de possuírem condições econômicas, não possuíam a participação política desejada.   
c) os camponeses, que pretendiam romper de vez com os laços escravistas que ainda ditavam as relações de trabalho na França.   
d) os representantes do proletariado em ascensão na França que, apesar de ter uma indústria incipiente, começava o processo de Revolução Industrial.   
  
5.   O texto abaixo refere-se à Revolução Francesa.

O Terror é doravante um sistema de governo, ou melhor, uma parte essencial do governo revolucionário. Seu braço. (...) Ele é também um meio de governo omnipresente, através do qual a ditadura revolucionária de Paris deve fazer sentir sua mão de ferro em todos os lugares, tanto nas províncias quanto nas forças armadas.
FURET, François ; OZOUF, Mona. Diccionnaire critique de la Révolution française. Événements. Paris: Flammarion, 1992. p. 298-299.


Considere as seguintes afirmações sobre o denominado Terror.

I. O governo jacobino, dirigido por Robespierre, e o Comitê de Salvação Pública foram responsáveis pelo período do Terror.
II. O Terror foi uma política de extermínio liderada pelos girondinos de origem burguesa.
III. O objetivo dessa política centrava-se na defesa da Revolução contra os inimigos internos e externos.

Quais estão corretas?
a) Apenas I.   
b) Apenas II.   
c) Apenas III.   
d) Apenas I e II.   
e) Apenas I e III.   
  
6.   Atente para as seguintes citações:

I. "Os reis, aristocratas e tiranos, independentemente da nação a que pertençam, são escravos que se revoltam contra o soberano da Terra, isto é, a humanidade, e contra o legislador do universo, a natureza."
(Maximilien Robespierre, líder e comandante do terror Jacobino, defensor de ideias revolucionárias para aquele tempo, como voto universal, eleições diretas, educação gratuita e obrigatória, e imposto progressivo, segundo a renda.)

II. "[...] garantir a propriedade do rico, a existência do pobre, o usufruto do industrial e a segurança de todos."
(Boissy d'Anglas, sobre o objetivo da Constituição de 1795, da qual foi o relator, promulgada pela Convenção após a queda do regime de terror implantado pelos jacobinos sob liderança de Robespierre.)

Analisando as citações acima, pode-se afirmar corretamente que
a) representam, respectivamente, os momentos de maior radicalização popular e de acomodação burguesa dentro do movimento revolucionário que derrubou o Antigo Regime na França em 1789.   
b) caracterizam o processo de reação da nobreza que, liderada por Robespierre, atacou os interesses da burguesia que a escravizava.   
c) significam o fim do Estado Burguês, pois tanto Robespierre quanto d’Anglas desejavam a segurança de todos os franceses indistintamente.   
d) ambas reproduzem a preponderância dos princípios burgueses de supremacia da liberdade individual e da fraternidade entre as classes sociais.   
  
7.   “O Terror, que se tornou oficial durante certo tempo, é o instrumento usado para reprimir a contrarrevolução(...). É a parte sombria e mesmo terrível desse período da Revolução [Francesa], mas é preciso levar em conta o outro lado dessa política.”
Michel Vovelle. A revolução francesa explicada à minha neta. São Paulo: Unesp, 2007, p. 74-75.

São exemplos dos “dois lados” da política revolucionária desenvolvida na França, durante o período do Terror,
a) o julgamento e a execução de cidadãos suspeitos e o tabelamento do preço do pão.   
b) a prisão do rei e da rainha e a conquista e colonização de territórios no Norte da África.   
c) a vitória na guerra contra a Áustria e a Prússia e o fim do controle sobre os salários dos operários.   
d) a ascensão política dos principais comandantes militares e a implantação da monarquia constitucional.   
e) o início da perseguição e da repressão contra religiosos e a convocação dos Estados Gerais.   
  
8.   Convenção Nacional, Reação Termidoriana, Diretório, Terror e 18 Brumário são fatos e movimentos que compõem o processo acontecido entre maio de 1789 e novembro de 1799. As várias fases da Revolução Francesa dão conta das diferenças e divergências existentes entre os grupos que conduziram o movimento revolucionário.

Assinale a única alternativa INCORRETA. 
a) O Golpe do “18 Brumário” foi uma tentativa desesperada da nobreza de voltar ao poder. Napoleão Bonaparte vinha de urna família de tradicionais jacobinos, e era contra a monarquia, mas mesmo assim aceitou liderar o ataque ao Palácio de Versalhes, que trouxe Luís XVI de volta ao poder.   
b) A Convenção Nacional governou a França entre 1792 e 1795 adotando um regime republicano. Os jacobinos eram a maioria entre os membros da Convenção e foi por isso mesmo que o rei Luís XVI foi julgado, acusado de traição e executado na guilhotina em 1793.    
c) O golpe “9 de Termidor”, ou Reação Termidoriana, marcou a ascensão da ala moderada da burguesia ao poder. Os girondinos, que representavam a burguesia comercial, conseguiram, por um ato de força, afastar as camadas populares (jacobinos) do centro do poder político.    
d) A Convenção criou o Comitê de Salvação Pública, que combatia os contrarrevolucionários praticando o “Terror”. Primeiro foram os monarquistas, os girondinos e os moderados a serem guilhotinados. Depois, até os grupos mais próximos aos jacobinos foram alcançados pelo Terror.    
e) O Diretório foi eleito em 1795, baseado em uma aliança com o exército e incumbido de elaborar a nova Constituição da República francesa que nascia. Para a burguesia, o Diretório deveria ser moderado e manter a revolução longe da república democrática Jacobina e do Antigo Regime.    
  
9.   Felizmente, a Revolução Francesa ainda está viva. Pois a Liberdade, a Igualdade, a Fraternidade, os valores da Razão e do Iluminismo – os valores que construíram a civilização moderna (...) – são mais necessários do que nunca, na medida em que o irracionalismo, a religião fundamentalista, o obscurantismo e a barbárie estão, mais uma vez, avançando sobre nós. É, portanto, uma boa coisa que, no ano de seu bicentenário (1989), tenhamos a ocasião de pensar novamente sobre os acontecimentos históricos que há dois séculos transformaram o mundo. Para melhor.
(Hobsbawm, Eric. Ecos da Marselhesa: Dois séculos reveem a Revolução Francesa. São Paulo: Companhia da Letras, 1996. p. 127. In: Marques, Adhemar. Pelos caminhos da história. Ensino médio. Curitiba: Positivo, 2006. p. 254.)

Na visão do autor do texto, um dos mais conceituados historiadores de nosso tempo, a “Revolução Francesa ainda está viva”. 
Acerca do pensamento de Hobsbawm e os acontecimentos que permeiam o cotidiano atual, é correto afirmar que
a) é possível estabelecer relações de semelhança entre os atores sociais, que protagonizaram a revolução burguesa em questão, e os embates, que ainda permanecem presentes em nossa sociedade.   
b) a presença de sinais de conflito, tais como o “irracionalismo” e o “obscurantismo”, citados pelo historiador, comprova a total ineficácia do processo revolucionário empreendido em 1789.   
c) percebe-se, nos dias atuais, que os entraves feudais, os quais foram os grandes causadores da Revolução Francesa, permanecem como uma constante na realidade de toda a Europa Ocidental.   
d) como ainda existem, na atualidade, as mesmas classes sociais do período moderno, palco da Revolução Francesa, a história permanece a mesma, sem alterações que possam ser consideradas válidas.   
  
10.   Oh! Aquela alegria me deu náuseas. Sentia-me ao mesmo tempo satisfeito e descontente. E eu disse: tanto melhor e tanto pior. Eu entendia que o povo comum estava tomando a justiça em suas mãos. Aprovo essa justiça, mas poderia não ser cruel? Castigos de todos os tipos, arrastamentos e esquartejamentos, tortura, a roda, o cavalete, a fogueira, verdugos proliferando por toda parte trouxeram tanto prejuízo aos nossos costumes! Nossos senhores colherão o que semearam.
Graco Babeuf, citado por R. Darnton. O beijo de Lamourette. Mídia, cultura e revolução. São Paulo: Companhia das Letras, 1990, p. 31. Adaptado.

O texto é parte de uma carta enviada por Graco Babeuf à sua mulher, no início da Revolução Francesa de 1789. O autor
a) discorda dos propósitos revolucionários e defende a continuidade do Antigo Regime, seus métodos e costumes políticos.   
b) apoia incondicionalmente as ações dos revolucionários por acreditar que não havia outra maneira de transformar o país.   
c) defende a criação de um poder judiciário, que atue junto ao rei.   
d) caracteriza a violência revolucionária como uma reação aos castigos e à repressão antes existentes na França.   
e) aceita os meios de tortura empregados pelos revolucionários e os considera uma novidade na história francesa.   
  
11.   Os diversos grupos envolvidos na Revolução Francesa interpretaram diferentemente os princípios teóricos que a fundamentaram. Uma interpretação desses princípios pode ser exemplificada no Manifesto dos Iguais, que se expressava nos seguintes termos:

Desde a própria existência da sociedade civil, o atributo mais belo do homem vem sendo reconhecido sem oposição, mas nem uma só vez pôde ver-se convertido em realidade: a igualdade nunca foi mais do que uma bela e estéril dicção da lei. E hoje, quando essa igualdade é exigida numa voz mais forte do que nunca, a resposta é esta: “Calai-vos, miseráveis! A igualdade não é realmente mais do que uma quimera; contentai-vos com a igualdade relativa: todos sois iguais em face da lei. Que quereis mais, miseráveis?” Que mais queremos? Queremos igualdade efetiva ou a morte. De que mais precisamos além da igualdade de direitos? Queremos vê-la entre nós, sob o teto das nossas casas.
BABEUF, Graco. Manifesto dos Iguais. 

Elaborado na fase do Diretório, esse Manifesto inspirou a “Conspiração dos Iguais”, que foi sufocada, e seu líder, Graco Babeuf, preso e executado.
No contexto da Revolução Francesa, esses acontecimentos evidenciam que
a) o partido conservador, cujos membros eram conhecidos como realistas, uniu-se à alta burguesia e lutava para restaurar a monarquia.   
b) a facção dos radicais, liderada por Robespierre, temia a ascensão das massas operárias.   
c) os ideais inspiradores do movimento revolucionário foram aplicados na medida em que atenderam os interesses da burguesia.   
d) as ideias radicais orientaram a ação dos jacobinos, que assumiram a liderança do processo revolucionário.   
  
12.   Que o preço de todos os gêneros de primeira necessidade seja fixado invariavelmente sobre os dos ditos antigos, depois de 1789 até, inclusive, o ano 90, proporcionalmente às suas qualidades diversas; que as matérias-primas sejam também tabeladas, de maneira que os lucros da indústria, os salários do trabalho e os benefícios do comércio possam facultar ao homem industrioso, ao agricultor, ao comerciante, adquirir a coisas necessárias e indispensáveis à subsistência, e ainda tudo quanto possa contribuir para o bem-estar.
(Albert Soboul. História da Revolução Francesa)

A medida tratada no texto e colocada em vigor durante a Revolução Francesa pelo Comitê de Salvação Pública foi:
a) a Lei do Máximo;   
b) a Lei dos Suspeitos;   
c) a redação dos cadernos de queixas;   
d) a abolição dos direitos feudais;   
e) a abolição das corporações de ofício.   
  
13.   “A execução de Luís XVI, em janeiro de 1793, abalou a nobreza europeia. No interior da França, eclodiram revoltas (...). No exterior, formou-se a Primeira Coligação europeia (...). A França foi novamente invadida. (...) Teve início então, o Período do Terror, que se estenderia até julho de 1794.”

O Período do Terror, caracterizado pela radicalização do processo revolucionário, ocorreu durante a fase da (o)
a) Monarquia Constitucional e era chefiado por jacobinos.   
b) Diretório e era dirigido por girondinos.   
c) Assembleia Legislativa e era comandado por “sans-culottes”.   
d) Assembleia Nacional Constituinte e era orientado por girondinos.   
e) Convenção Nacional e era liderado por jacobinos.   
  
14.   No início da Revolução Francesa, a Assembleia Nacional Constituinte promulgou, em 26 de agosto de 1789, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que estabelecia: “Os homens nascem e são livres e iguais em direitos” (art. 1º). 

Tal texto reflete uma característica do pensamento liberal, que:
a) eliminava a ordem social e política calcada nos privilégios de nascimento;   
b) fortalece o poder real;   
c) preservava os direitos seculares do clero e da nobreza;   
d) proclamava a igualdade econômica de todos.   
  
15.   “ Santa Guilhotina, protetora dos patriotas, rogai por nós;
Santa Guilhotina, terror dos aristocratas, protegei-nos;
Máquina adorável, tende piedade de nós;
Máquina adorável, tende piedade de nós;
Santa Guilhotina, livrai-nos de nossos inimigos.”
(In ARASSE, Daniel. A Guilhotina e o Imaginário do Terror. SP: Atica, 1989. p 106-107)

A leitura do texto remete ao período da Revolução Francesa conhecido como Terror, que pode ser identificado como o momento
a) de diversas revoltas lideradas por trabalhadores rurais que pleiteavam o direito à terra, e contra os quais o governo girondino utilizou a guilhotina indiscriminadamente.   
b) de medidas populares, tais como o controle de preços e a reforma agrária, sob a liderança jacobina, durante o qual a guilhotina representava para muitos a justiça revolucionária.   
c) do apogeu do domínio burguês, caracterizado pela criação do Banco de França e pelo aumento do comércio francês com as nações europeias, durante o qual a guilhotina simbolizava a eliminação dos resquícios feudais.   
d) do retorno da nobreza em uma ação contrarrevolucionária, que eliminou as lideranças burguesas e populares que haviam iniciado o processo revolucionário e utilizou a guilhotina como protetora da pátria ameaçada.   
e) resultante da Lei de Cercamentos, que provocou a expulsão dos camponeses de suas terras e sua execução sumária, através do uso da guilhotina.   
 
Gabarito:  

Resposta da questão 1:  [A]

Somente a proposição [A] está correta. A questão remete ao longo processo de transição das estruturas feudais para as estruturas capitalistas. Na Baixa Idade Média, séculos XII-XV, ocorreram inúmeras transformações na Europa que contribuíram para o início da crise feudal. Surgiu a burguesia que dinamizou a economia através do comércio, moeda e mundo urbano. A Idade Moderna, séculos XV-XVIII, foi caracterizada pelo capitalismo comercial-mercantil e com acúmulo de capital nas mãos da burguesia. No final do século XVIII ocorreram dois grandes fatos históricos que contribuíram muito para o fim do mundo feudal e a consolidação do capitalismo. Trata-se da Revolução Francesa e da Revolução Industrial.  

Resposta da questão 2:  [A]

A questão remete a Revolução Francesa, 1789-1799. A Revolução Francesa foi uma revolução burguesa que destruiu o “Antigo Regime” (Absolutismo e Mercantilismo) implantando as bases do capitalismo liberal-industrial na França. A primeira fase do movimento é denominada de Assembleia Nacional Constituinte, 1789-1791 na qual ocorreram fatos importantes para a Revolução Francesa e para a posteridade, tais como: o fim dos privilégios feudais no dia 4 de agosto de 1789, a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão em 26 de agosto de 1789, a Constituição Civil do Clero de 1790 subordinando a Igreja ao Estado e a constituição de 1791.  

Resposta da questão 3: [A]

A questão remete a Revolução Francesa, 1789-1799, em especial ao período da Convenção Nacional, 1792-1795. Em meados de 1793, os Jacobinos com apoio dos Sans Culottes assumiram o poder dentro da Convenção Nacional e implantaram um governo ancorado em reformas sociais significativas e o terrorismo através da guilhotina. Robespierre, "o incorruptível”, apoiado nas ideias do filósofo iluminista Rousseau tornou-se o maior líder dos jacobinos. Neste período foram criados comitês como o de “Salvação Nacional” e de “Salvação Pública” que julgavam os opositores da revolução.  

Resposta da questão 4: [B]

Ás vésperas da Revolução Francesa, a pirâmide social francesa contava com três camadas sociais hierarquicamente organizadas, a saber: (1) primeiro estado – clero, (2) segundo estado – nobreza e (3) terceiro estado – trabalhadores e burguesia (povo em geral).

O terceiro estado não possuía direitos ou participação política, tendo como única obrigação trabalhar, pagar impostos e sustentar a França. Por essa razão, o movimento revolucionário teve início.  

Resposta da questão 5: [E]

A afirmativa [II] está incorreta porque a Fase do Terror foi liderada pelo lado jacobino do Terceiro Estado, e não pelo lado girondino.  

Resposta da questão 6: [A]

As citações deixam claro que Jacobinos e Girondinos tinham posições bem diferentes na França, apesar de derivarem do Terceiro Estado. Os primeiros eram radicais no modo de pensar e agir, tanto que defendiam eleições diretas e a morte de qualquer opositor do povo. Os últimos pensavam e agiam de maneira moderada, dando ênfase ao pensamento burguês, como fica claro nas afirmações “garantir a propriedade do rico (...) [e] o usufruto do industrial (...)”.  

Resposta da questão 7: [A]

Somente a alternativa [A] está correta. Na Revolução Francesa, 1789-1799, ocorreu o período do “Terror” entre junho de 1793 até julho de 1794 no contexto da Convenção nacional. Os jacobinos liderados por Robespierre com apoio dos Sans culottes utilizaram a guilhotina e mataram muitas pessoas consideradas traidoras da revolução. No entanto, apesar do terror e da violência, os jacobinos adotaram algumas medidas sociais importantes como a lei do máximo que congelou preços e aboliu a escravidão nas colônias das França, criou um novo sistema de pesos e medidas, entre outras medidas importantes. As demais alternativas estão incorretas. O rei foi guilhotinado antes do período do terror. Em setembro de 1792 foi adotada a república na França. A perseguição aos religiosos começou antes e a convocação dos Estados Gerais ocorreu em 1789.  

Resposta da questão 8: [A]

O Golpe do 18 Brumário – que levou Napoleão ao poder – foi articulado pelos girondinos (grupo do Terceiro Estado cuja atuação era moderada) com a intenção de (1) pôr fim às disputas entre os grupos do Terceiro Estado e (2) consolidar a Revolução.  

Resposta da questão 9: [A]

A proposição [A] está correta. A Revolução Francesa, 1789-1799, liderada pela burguesia, foi inspirada no ideário iluminista, sobretudo as ideias de liberdade, igualdade e fraternidade. Em 1799, Napoleão Bonaparte deu um golpe de Estado chamado “Golpe do 18 Brumário” colocando fim a Revolução Francesa. No entanto, os trabalhadores da França e de todo o mundo não usufrui de liberdade, igualdade e fraternidade. Esta bandeira da Revolução Francesa é muito atual considerando que temos ainda muito para conquistar. As demais alternativas estão incorretas. Não temos hoje as mesmas classes sociais da Idade Moderna. Atualmente não há na Europa entraves feudais, estes foram suprimidos na era das “Revoluções Burguesas”.  

Resposta da questão 10: [D]

O texto mostra os sentimentos de Graco Babeuf em relação aos eventos que iniciaram a Revolução Francesa, em 1789. Tais sentimentos apresentam-se contraditórios, embora, ao final, Babeuf deixe claro que a ação violenta dos revolucionários era uma resposta aos abusos cometidos pelo Antigo Regime francês ("Nossos senhores colherão o que semearam"). Posteriormente, na fase da Revolução Francesa conhecida como Diretório, Graco Babeuf liderou a Conjura dos Iguais.  

Resposta da questão 11: [C]

A fase do Diretório iniciou-se com a derrubada do governo de Robespierre e a execução de diversos líderes populares. Essa fase é muitas vezes compreendida como “contra revolução burguesa”, momento em que os projetos populares perdem espaço e o país passa a ser comandado pela burguesia. A Conspiração dos Iguais foi a principal manifestação contra o projeto burguês que se implementava.  

Resposta da questão 12: [A]

O texto discorre sobre a fase radical da Revolução Francesa, na qual o partido jacobino governou. Uma das medidas tomadas nesse período foi a Lei do Máximo sobre as mercadorias, que, dessa forma, pretendia ajudar os mais pobres.  

Resposta da questão 13: [E]

É preciso conhecer a cronologia da Revolução Francesa para responder a esta questão. Se o estudante conhecer as propostas dos grupos políticos envolvidos no processo revolucionário, também conseguirá resolver à questão de forma tranquila, uma vez que os jacobinos são conhecidos por seu radicalismo.
O único fator que poderia complicar o aluno é a alternativa [A]. Mas, por outro lado, a execução de Luís XVI marca o fim da monarquia na França durante esse período.  

Resposta da questão 14: [A]

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão buscava, dentre outras coisas, acabar com um dos maiores males da época do Antigo Regime: a valorização social a partir do critério de nascimento. Tal valorização beneficiava a Nobreza e estabelecia uma hierarquização social prejudicial às camadas mais baixas da sociedade.  

Resposta da questão 15: [B]

Em 1792, inicia-se na França o governo da Convenção, dominada pelos jacobinos (radicais) sob a liderança de Robespierre, Danton e Marat que organizaram as guardas nacionais, encarregadas de eliminar qualquer oposicionista ao novo governo conduzindo-os à guilhotina. Muitos integrantes da nobreza e outros franceses de oposição foram condenados a morte neste período. A violência e a radicalização política são as marcas desta época, chamada também de fase do Terror.  

sábado, 29 de abril de 2017

20 QUESTÕES SOBRE OS TRABALHADORES E AS LEIS TRABALHISTAS

Fala, Galera!!!

Nesse final de semana chuvoso que antecede o feriado do Dia do Trabalhador segue uma listinha com 20 questões temáticas sobre os trabalhadores e as leis trabalhistas.

Manda essa preguiça embora, desliga o Netflix e mãos a obra!!!

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1.   Leia trechos do Manifesto dos camponeses, documento de 1525.

(...) nos sejam dados poder e autoridade, para que cada comunidade possa eleger o seu pastor e, da mesma forma, possa demiti-lo, caso se porte indevidamente.
(...) somos prejudicados ainda pelos nossos senhores, que se apoderaram de todas as florestas. Se o pobre precisa de lenha ou madeira tem que pagar o dobro por ela.
(...) preocupam-nos os serviços que somos obrigados a prestar e que aumentam dia a dia (...)
In Antologia humanística alemã, apud Marques e outros. História moderna através de textos, 2010.

A partir do documento, é correto afirmar que, no território da atual Alemanha,
a) os movimentos camponeses foram liderados por Lutero contra a exploração feita pelos nobres que, de forma ilegal, apropriavam-se das florestas e reprimiam violentamente os movimentos trabalhistas. 
b) os movimentos dos trabalhadores em favor das mudanças propostas por Lutero baseavam-se na solidariedade entre os homens e em contraposição ao individualismo tão característico da Idade Média.   
c) a liderança dos movimentos camponeses defendeu a exploração dos trabalhadores, na Alemanha, apoiada por Lutero, e, juntos, receberam proteção dos nobres locais contra a perseguição feita pela Igreja Católica.   
d) as revoltas camponesas irromperam exigindo reformas sociais e religiosas que prejudicariam parte da nobreza apoiada por Lutero, o qual se colocou abertamente contra os movimentos.   
e) as experiências dos camponeses contra os nobres, apoiados por Lutero, restringiram-se aos aspectos religiosos, isto é, de domínio da Igreja Católica, pois a cooperação entre os trabalhadores e os proprietários marcava a sociedade alemã.   
  
2.   Analise o texto:

Com todas as suas deficiências, as primeiras Leis Fabris [Grã-Bretanha, 1802 e 1819] foram os primeiros direitos sociais legalmente conquistados na era do capitalismo industrial. A limitação da idade para o trabalho infantil e da jornada de trabalho para crianças e adolescentes são intervenções significativas do Estado no funcionamento [...] do mercado de trabalho. Essas leis declaram que a liberdade de contratar não é ilimitada e que o limite é a pessoa humana, cuja integridade física e mental tem de ser preservada.
SINGER, Paul. “A cidadania para todos”. In: PINSKY, J. (org.). História da Cidadania. SP: Contexto, 2010. p. 222.

A partir do texto, assinale a alternativa correta. 
a) Interessados na integridade e bem-estar dos trabalhadores, os industriais e o Estado britânico, desde cedo, favoreceram uma ampla legislação trabalhista.    
b) Desde a Revolução Industrial, os capitães de indústrias se preocupam com a implantação de uma legislação trabalhista estabelecida pelo Estado, pois só assim se concretizam os ideais do liberalismo. 
c) As leis que asseguram limites às relações de trabalho são importantes para o movimento operário, porém, historicamente, não garantiram a sua efetivação, exigindo a mobilização dos trabalhadores.    
d) Do ponto de vista do movimento operário, desde o início da Revolução Industrial, era importante defender a livre contratação dos empregados pelos patrões, assim como a não intermediação do Estado nas negociações salariais.    
e) Os interesses do Capital e os do Trabalho foram harmonizados pelo Estado britânico, tendo em vista os preceitos liberais quanto à intervenção estatal na esfera das relações trabalhistas.   
  
3.   Desde a Revolução Industrial, que se inicia na Europa em finais do século XVIII, a expressão progresso técnico traduz uma das utopias mais difundidas da modernidade, com a qual se objetiva o aumento da produtividade, do consumo e do bem-estar da população. Todavia, acompanham esse processo crescentes índices de desemprego, devido à substituição do trabalho humano pelas máquinas, o que também é conhecido como processo de automação. Tendo em vista essa tendência estrutural, desde o final do século XIX até a atualidade, foram apontadas diversas propostas para enfrentar a miséria decorrente do desemprego. 

Correlacione os termos empregados para identificar tais medidas (coluna 2) com os respectivos objetivos (coluna 1).

COLUNA 1
1. Abolição da propriedade privada e distribuição igualitária da riqueza.
2. Assistência ao desempregado por meio de doações efetuadas pelos que possuem maior poder aquisitivo.
3. Redução do aparelho de Estado e flexibilização da legislação trabalhista, para que os empresários, tendo seus impostos reduzidos, gerem mais empregos.
4. Intervenção estatal com vistas a regular a oferta e demanda de emprego.
5. Adoção de medidas que levem ao controle da natalidade, para evitar a oferta excessiva de mão de obra no mercado de trabalho.

COLUNA 2
(     ) Ação social defendida pela Igreja.
(     ) Socialismo de tendência marxista.
(     ) Políticas neomalthusianas.
(     ) Estado de Bem-Estar Social.
(     ) Neoliberalismo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta da coluna 2, de cima para baixo.
a) 5, 1, 3, 2, 4.   
b) 2, 1, 5, 4, 3.   
c) 3, 1, 5, 4, 2.   
d) 4, 5, 1, 2, 3.   
e) 1, 3, 5, 2, 4.   
  
4. Observe as imagens. 



As imagens nos remetem a diferentes momentos históricos das celebrações do 1o de maio no Brasil. Assim como no Estado Novo e nos dias de hoje, desde o início do século passado, o trabalho tem sido alvo de atenção.
No período da República Velha, a instituição responsável pela mediação da relação capital-trabalho e sua respectiva base jurídica eram:
a) empresariado - normas do Ministério do Trabalho   
b) sindicato - direitos constitucionais dos operários   
c) Estado - legislação trabalhista consolidada   
d) polícia - leis do trabalho incipientes   
  
5.   A mobilidade espacial da população brasileira no decorrer do século XX teve por cerne um crescente êxodo rural entre 1940 e 1970. Assim, a migração rural-urbana no país teria passado de 3 milhões de pessoas, na década de 30, para um total de 7 milhões, na década de 50, atingindo, nos anos 60, cerca de 12,8 milhões de migrantes, transformados em 15,6 milhões, na década seguinte. Esses totais ascendentes, no entanto, só ganham sentido mais claro se analisados à luz de conjunturas históricas específicas atravessadas pelo país nos últimos 70 anos.
Adaptado de BERQUÓ, Elza. Evolução demográfica. In: Ignacy Sachs e outros (orgs.) "Brasil: um século de transformações". São Paulo: Companhia das Letras, 2001

Identifique a opção que destaca um período particular dessa migração campo-cidade e indica fatores que a determinaram.
a) O grande salto do êxodo rural brasileiro, verificado na década de 60, decorreu de dois processos simultâneos: a chamada modernização da agricultura, que expulsou trabalhadores dos campos, e a diversificação do parque industrial do país, que gerou novos empregos nas cidades.   
b) O novo padrão de desenvolvimento econômico vigente no país após 1956 estimulou as migrações internas por fomentar, através da construção de ferrovias, intensos fluxos populacionais no sentido rural-rural.   
c) As migrações campo-cidade nos anos 1930-40 deveram-se à procura, no meio urbano, dos direitos trabalhistas implantados no país pela CLT, em 1931.   
d) A década de 70 consolidou as migrações para as metrópoles brasileiras, uma vez que o "milagre econômico", então ocorrido, por basear-se na menor exploração do trabalhador urbano-industrial, exerceu grande poder de atração sobre o homem do campo.   
e) Nos anos 80, devido à crise do "milagre econômico", observou-se o fim das migrações campo-cidade, uma vez que o emprego urbano deixou de ser atraente para os camponeses do país.   

6. Leia com atenção.

O FIM DE UMA ERA

Em seu discurso de despedida do Senado, em dezembro de 1994, o presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou o fim da Era Vargas, como um prenúncio das mudanças que estavam por vir. Supunha-se sepultado um modelo econômico que tinha como principal ator o intervencionismo do Estado, como atração política o paternalismo de cooptação e como modelo social a previdência pública e a legislação trabalhista.
(NOGUEIRA, Octaviano. "Jornal da Tarde", 11/11/1998.)

Uma contraposição entre um ganho da CLT e uma exigência do empresariado na atualidade está indicada em:
a) medidas de estabilidade no emprego - facilidade para dispensa e contratação   
b) normas de organização sindical - representação do trabalhador através dos partidos políticos   
c) regras de estruturação do funcionalismo público - estabelecimento de um padrão trabalhista único  
d) livre negociação das condições de trabalho - limitação de jornada de trabalho estipulada em contrato   
  
7.   Leia os versos do folheto de cordel.

Além de tudo o patrão
Não deixa o pobre criar
Uma cabrinha leiteira
Para os filhos sustentar
Quer criar ele não deixa
Pede leite ele não dá
Se o camponês discordar
Dessa vida desgraçada
Vê do dia para a noite
Sua casa destelhada
Seus troços jogados fora
E a lavoura arrancada.

Uni-vos homens do campo
Na vossa associação
Até conseguir um dia
Completa libertação
Ela está dependendo
Da vossa organização...

Os versos do folheto de cordel, inspirado na vida de Francisco Julião, revelam as tensões sociais no campo no Nordeste brasileiro, no final da década de 1950. As ideias contidas nos versos deram origem à formação
a) do Movimento dos Sem Teto, que propunham aos camponeses o êxodo para as cidades.   
b) do Partido dos Trabalhadores, que lutava pela reforma agrária e pela construção de casas populares.   
c) do Partido Trabalhista Brasileiro, cuja reivindicação central era a defesa de uma reforma agrária.   
d) das Ligas Camponesas, que tinham como objetivo a luta dos trabalhadores pela posse da terra.   
e) da União Democrática Ruralista, que mobilizava os camponeses contra os latifundiários.   
  
8.   A Constituição é a Carta Magna de um país. Nela, encontram-se as regras e normas pelas quais se guiam um Estado e sua população. As constituições refletem os diferentes países e os diferentes momentos da vida de cada um deles. Relacione as várias constituições brasileiras, elaboradas no decorrer da história do País, apresentadas na COLUNA A, às características que as identificam, listadas na COLUNA B.

COLUNA A
1. Constituição de 1934
2. Constituição de 1946
3. Constituição de 1988

COLUNA B
(     ) Promulgada por uma Assembleia Nacional Constituinte, representou o retorno das liberdades civis e estabeleceu o direito e a obrigação de votar para todos os brasileiros alfabetizados maiores de 18 anos de ambos os sexos.
(     ) Instituiu o voto secreto e o voto feminino. Também tratou dos direitos sociais, dispondo sobre a legislação trabalhista e estabelecendo o ensino primário gratuito e de frequência obrigatória.
(     ) Promulgada por uma Assembleia Nacional Constituinte e chamada de “Constituição Cidadã”, representou o retorno dos direitos civis e políticos e, também, a extensão dos direitos sociais.

Assinale abaixo a alternativa que preenche correta e respectivamente os parênteses, de cima para baixo.
a) 1 – 3 – 2   
b) 2 – 1 – 3   
c) 2 – 3 – 1   
d) 3 – 1 – 2   
e) 1 – 2 – 3   
  
9. Observe o gráfico.  

Tendo como referência o gráfico acima, é CORRETO afirmar que:
a) na década de 1950, o crescimento de empregos na indústria relaciona-se à política do governo de Juscelino Kubitschek, que estimulou esse setor da economia restringindo a entrada do capital internacional.   
b) no início da década de 1970, o grande crescimento econômico possibilitou que as atividades da indústria e de serviços ampliassem a geração de empregos, com frequentes reajustes do salário-mínimo.   
c) nas décadas de 1970-1990, apesar de a população trabalhadora se dirigir para ocupações no setor industrial e de serviços, a economia brasileira manteve suas características seculares, ou seja, continuou marcadamente agrícola.   
d) na década de 1980, a diminuição do número de pessoas ocupadas na atividade industrial esteve associada à recessão econômica, à inflação e ao desemprego, vividos pelos brasileiros naquele período.   
e) entre 1970-1990, o decréscimo de pessoas ocupadas no setor agrícola explica-se pela situação do trabalhador rural, dificultada pela ausência de legislação trabalhista e pela queda da oferta de empregos.   
  
10.   “Entre março e abril de 2006 na França, uma série de protestos de estudantes e trabalhadores obrigou o governo a rever suas propostas de reforma nos contratos de trabalho daquele país. A nova lei pretendia incluir o polêmico Contrato de Primeiro Emprego (CPE), destinado aos menores de 26 anos, autorizando a demissão sem ônus para o patrão no prazo de dois anos. Segundo o primeiro ministro Dominique de Villepin, seria uma ferramenta para responder à situação de um setor da população que enfrenta dificuldades trabalhistas. - O presidente me confiou uma missão: liderar uma batalha pelo emprego. Esta batalha, a levarei até o final, declarou Villepin (05/04). As pressões da população levaram o governo a elaborar um novo projeto de lei, contando com a participação de interlocutores sociais e estudantis.”
Texto elaborado com base em notícias publicadas pela Folha de São Paulo nos dias 6 e 22 de abril de 2006.

Sobre o contexto mencionado acima, é correto afirmar que:

I - o desemprego, que atinge atualmente milhões de pessoas na Europa, vem se tornando uma das principais preocupações dos governos e populações nos países da União Europeia, entre eles a França, que tem registrado taxas de desemprego muito elevadas.
II - as reformas defendidas pelo governo francês constituem novas formas de gestão do trabalho, capazes de eliminar os efeitos da globalização da economia, pois diminuem a exploração do trabalhador e o desemprego, por isso, contam com o apoio da população.
III - medidas como o CPE aumentam a segurança para o empregador e para o trabalhador, além de favorecerem a estabilidade no emprego. Porém, tais medidas são criticadas por aqueles que se opõem a reformas nas leis trabalhistas, devido a longa tradição revolucionária francesa.
IV - segundo os defensores da nova lei francesa sobre os contratos de trabalho, a flexibilização dos direitos trabalhistas é necessária para possibilitar uma maior proteção para os assalariados estáveis.

Assinale a alternativa que apresenta somente afirmações corretas.
a) I e IV   
b) II e III   
c) III e IV   
d) I e II   
  
11.  Leia os trechos com atenção. 

O jovem operário entra então de vez na idade adulta? Seguramente não. Ele requer proteção e controle. Proteção: segundo a lei de 1841 (na Inglaterra), até os dezesseis anos é proibido fazê-lo trabalhar aos domingos e mais de doze horas por dia.
(PERROT, M. In: LEVI, G. & SCHMITT, J. C. "História dos jovens". São Paulo: Companhia das Letras, 1996.)

No Brasil, o artigo 67 do Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe a contratação de menores para trabalho noturno, perigoso, insalubre e penoso. O Estatuto também proíbe que os adolescentes trabalhem em locais prejudiciais à sua formação e ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social.
(MOTA, M. B. e BRAICK, P. R. "História: das cavernas ao terceiro milênio". São Paulo: Moderna, 1997.)

Apesar da existência de leis e estatutos que impedem a exploração do trabalho de crianças e adolescentes, essa é ainda uma realidade do mundo contemporâneo.
O emprego das mãos-de-obra infantil e adolescente, tanto na época da Revolução Industrial inglesa como nos dias atuais, tem raízes comuns, como:
a)  êxodo rural e industrialização tardia   
b)  retraimento demográfico e baixa escolaridade   
c)  desvalorização salarial e concentração fundiária   
d)  excesso de leis trabalhistas e desigualdade socioeconômica   
  
12.   Leia, com atenção, o comentário abaixo apresentado.

"O século XIX começou a empregar a mulher, sem reservas, no processo produtivo, fora do âmbito doméstico."
(BENJAMIN, Walter. "Chades Baudelaire. Um Lírico no Auge do Capitalismo." ln: "Obras Escolhidas." v. III. São Paulo: Brasiliense, 1989, p. 91.)

Tendo como referência o comentário lido, considere as afirmativas que se relacionam à participação da mulher nas atividades industriais:

I - A abertura do mercado de trabalho para as mulheres resultou da pressão do Movimento
Feminista no meio sindical.
lI - A absorção da mão de obra feminina nas indústrias associava-se à baixa remuneração, que lhe era destinada.
III - A oferta de emprego às mulheres resultou da influência da doutrina da Igreja Anglicana na política trabalhista inglesa.
IV - O engajamento da mulher no setor da produção industrial ainda a mantinha submissa ao homem.

Assinale a alternativa correta:
a) somente a I é verdadeira.   
b) somente a II e a III são verdadeiras.   
c) somente a II e a IV são verdadeiras.   
d) somente a III e a IV são verdadeiras.   
e) somente a III e a IV são falsas.   

13. Leia com atenção.

O MUNDO DO TRABALHO URBANO

            Como praticamente não existiu legislação social até a década de 1930, o que imperava eram os regulamentos internos elaborados pelas fábricas para controlar o trabalho e resolver possíveis questões e conflitos.
            Tais regulamentos internos de fábricas eram muito rígidos de modo geral, estabelecendo total disciplina e impondo mesmo multas e castigos físicos para pequenas falhas ou atos julgados condenáveis no interior do espaço fabril. Os horários e o ritmo de trabalho eram duramente supervisionados e às vezes pequenos erros ou atos sem importância implicavam multas altas que diminuíam ainda mais os salários operários. Havia trabalhadores que chegavam a receber no fim do mês apenas dois terços de seus salários.
            Crianças de 9 a 14 anos trabalhavam comumente nas fábricas, recaindo sobre elas castigos físicos pesados. Crianças de cinco anos trabalhavam ocasionalmente nas indústrias e não escapavam de surras e castigos. Brincadeiras, conversas, vaias, ausências ao serviço, demora no banheiro eram consideradas faltas passíveis de punição, além da participação em greves, filiação aos sindicatos, erros no serviço, desobediência a quaisquer ordens e assim por diante. Não devemos nos espantar, portanto, de que as fábricas tenham sido frequentemente comparadas a cárceres e prisões.
            Quando as fábricas ou empresas dispunham de vilas operárias ou casas para moradia dos trabalhadores em suas cercanias, havia também regulamentos para controle da vida proletária fora dos muros das fábricas. Havia normas para a movimentação de pessoas, com horários fixos de entrada e saída, horário de silêncio, horário para dormir, etc. A vida operária era controlada também de lazer existentes, sendo os costumes policiados para um bom desempenho e produtividade no trabalho. Em troca, portanto, de condições de habitação melhores e mais estáveis, o operariado dessas vilas era submetido mais diretamente ao controle dos industriais, até mesmo em seu tempo livre. A disciplina rigorosa do interior das fábricas era estendida para fora delas, nas vilas que constituíam um prolongamento do universo fabril.
            Se no interior das fábricas e estabelecimentos de trabalho a situação era árdua para os proletários de então, a vida cotidiana fora das fábricas não era menos sofrida.
            Mesmo em São Paulo e no Rio de Janeiro, os salários operários nas primeiras décadas republicanas revelaram um pobre poder aquisitivo, um pequeno poder de compra. Isso pode ser constatado não só através da manutenção de padrões alimentares deficientes e inadequados; a baixa qualidade habitacional, os precários níveis de saúde e higiene, o exíguo e modesto vestuário, as pequenas possibilidades de instrução, o escasso tempo de lazer também podem atestar a vida difícil da classe operária em seus primeiros tempos de existência.
            O modo de vida do operariado e das camadas mais pobres da população era bastante semelhante, o que possibilitou, pelo menos nas cidades mais industrializadas do país, sua união em tomo de interesses e objetivos comuns desde os primórdios da atividade industrial.'
DECCA, Maria Auxiliadora Guzzo de. Indústria, trabalho e cotidiano: Brasil 1889 a 1930.

Sobre as condições de trabalho do operariado brasileiro no período anterior a 30, é correto afirmar que, EXCETO:
a) não há legislação social, garantindo os direitos trabalhistas aos operários.   
b) os baixos salários dos trabalhadores urbanos reduzem o seu poder de compra.   
c) os regulamentos das fábricas objetivam a disciplina e a produtividade do trabalho.   
d) a vida dos operários e da população urbana é motivo para sua organização social.   
e) as mulheres operárias são discriminadas e excluídas dos direitos trabalhistas.   
  
14. Leia com atenção.

“Bota o retrato do Velho outra vez
Bota no mesmo lugar (bis)
O sorriso do velhinho
Faz a gente trabalhar. (bis)”
            (Marcha do carnaval de 1951.)


“Vem, Getúlio! Vem, Getúlio!
Nosso chefe de verdade
Nosso grande Presidente
Com toda realidade
Vem salvar o vosso povo
Que sofre necessidade.”
            (Poesia de Cordel, Rodolfo.)


Os textos acima, tanto a marchinha que celebra a vitória de Vargas nas eleições de 1950, quanto à poesia de cordel, traduzem algumas características do período ao confirmar:
a) que os setores da imprensa e os políticos tinham uma expectativa otimista em relação ao Governo de Vargas, o que possibilitou ausência de conflitos no período.   
b) que através de seu conhecido modo de agir, Getúlio tentou atrair as diversas e antagônicas correntes políticas, refletindo na estabilidade do seu governo.   
c) que o presidente recebeu amplo apoio das principais correntes políticas, uma vez que não havia divergências quanto ao modelo de desenvolvimento a ser seguido pelo país.   
d) que a política econômica esteve voltada para o desenvolvimento do setor primário e com grande dependência do capital estrangeiro.   
e) que procurou conquistar o apoio das massas populares ao reforçar a política trabalhista através do ministério do Trabalho na gestão do ministro João Goulart.   
  
15.   O surgimento de fábricas na cidade de São Paulo, no final do século XIX, impôs aos proprietários brasileiros a necessidade de melhor disciplinar os trabalhadores. As condições de trabalho nas fábricas eram precárias e, diante desse contexto de fragilidade da classe trabalhadora, o que se observa é a
a) organização da massa trabalhadora em associações mútuas que tinham o objetivo de impedir que os operários fossem demitidos sem qualquer direito trabalhista previsto em leis sindicais.    
b) presença da polícia nas fábricas, especialmente nas têxteis, como forma de impedir eventos de quebra-quebra das máquinas, organizados pelos anarquistas estrangeiros que tinham longa tradição de luta em seus países.   
c) repressão aos trabalhadores que desafiassem seus patrões com reivindicações, haja vista a fragilidade dos sindicatos, que eram constantemente reprimidos pela polícia.   
d) presença de um número significativo de trabalhadores do campo na área urbana, os quais, por serem mais ingênuos eram mais bem controlados pelos seus patrões, os quais constantemente os enganavam no cumprimento das leis trabalhistas.   
e) ação coletiva dos trabalhadores rurais empregados nas fábricas e acostumados à obediência ao senhor, o que tornou mais difícil a consolidação dos sindicatos de orientação marxista-leninista.   
  
16.   Considere as seguintes afirmativas sobre a legislação trabalhista implantada no Brasil a partir de 1930.

I. Conjunto de leis que concedia determinados direitos aos trabalhadores, como jornada de oito horas de trabalho, aposentadoria, descanso remunerado, férias, etc. Até então, esses direitos tinham sido objeto de muitas lutas no Brasil.
II. Getúlio Vargas, ao chegar ao poder, abraçou a causa dos trabalhadores e apresentou a legislação social como uma dádiva, um ato de generosidade, pelo qual o governo brasileiro outorgou os direitos trabalhistas ao povo.
III. Lindolfo Collor, primeiro ministro do Trabalho, foi o organizador dessa legislação, definindo a estruturação sindical corporativista e vinculada ao Estado. Queria que os sindicatos fossem “amortecedores” da luta de classes.

Das afirmativas apresentadas,
a) apenas I está correta.   
b) apenas II está correta.   
c) apenas I e II estão corretas.   
d) apenas II e III estão corretas.   
e) I, II e III estão corretas.   
  
17.   Getúlio Vargas deu especial atenção às questões trabalhistas. As reivindicações dos trabalhadores que datavam do começo do período republicano foram, finalmente, atendidas, mas sempre com uma mensagem de que se tratava de uma “concessão” do presidente, que se dizia grande amigo da classe trabalhadora. O paternalismo de Vargas ficava evidente em sua relação com os sindicatos e os operários. Em 1943, as leis trabalhistas que já vinham sendo instituídas foram reunidas e aumentadas num novo documento. Vale lembrar que esse documento, apesar das alterações sofridas ao longo do tempo, é o mesmo que rege a vida do trabalhador na atualidade. Esse documento foi denominado de:
a) Constituição promulgada.   
b) Constituição outorgada.   
c) Consolidação das Leis Trabalhistas.   
d) Lei da Autonomia dos Municípios.   
e) Lei de Garantia da Propriedade Privada.   
  
18.   A Era Vargas, ou Período Getulista, como também ficou conhecida, teve início com a Revolução de 1930, que deu fim à República dos Oligarcas, afastando o então presidente Washington Luís e uma série de governadores do poder. Essa era teve seu fim em 1945, quando terminou a Segunda Guerra Mundial e Vargas foi pressionado pelos militares a deixar o cargo e retirar-se para o Rio Grande do Sul, sua terra natal.

Identifique, nos itens abaixo, as principais mudanças do período.
a) Os direitos trabalhistas concedidos permitiam plena liberdade de organização da classe trabalhadora sem nenhum controle do governo sobre os sindicatos.   
b) Entre os direitos trabalhistas estavam o Décimo Terceiro Salário, licença maternidade por  dias e o adicional de um terço do salário no mês de férias.   
c) A Constituição de 1934 adotou medidas democráticas e criou as bases da legislação trabalhista. Além disso, sancionou o voto secreto e o voto feminino.   
d) Houve a extinção do Ministério do Trabalho e dos tribunais do trabalho, medidas que visavam cortes nos gastos públicos para estabilizar o país, que ainda sofria reflexos da Crise de 1929.   
e) Ocorreu estímulo à indústria leve e criação de mecanismos para proteger os interesses dos cafeicultores, pois o governo deveria comprar os excedentes da produção de café para salvar o setor agrícola.   
  
19.   A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada por decreto de 1º de maio de 1943, representou a reunião e sistematização da vasta legislação trabalhista produzida no país após a Revolução de 1930. Introduziu também novos direitos e regulamentações trabalhistas até então inexistentes, tratou minuciosamente da relação entre patrões e empregados e estabeleceu regras.
(http://tinyurl.com/nsttkur Acesso em: 30.06.2014. Adaptado)

Analisando o contexto histórico mencionado no texto, é correto afirmar que a CLT
a) evidenciou as relações estreitas do governo Vargas com o comunismo soviético.   
b) contribuiu para a divulgação de uma imagem de “pai dos pobres” para Getúlio Vargas.   
c) ampliou a participação da classe operária em movimentos grevistas e comunistas.   
d) proporcionou uma rebelião nas Forças Armadas, dando início às ditaduras militares.   
e) prejudicou as atividades produtivas do setor cafeeiro, que se encontrava no auge.   
  
20.   O golpe militar de 1964 foi o início de um dos períodos de maior autoritarismo na história do Brasil - a ditadura militar. Mas as práticas repressivas do Estado não calaram os segmentos organizados da sociedade civil, que buscaram a redemocratização do país. Nesse sentido, é correto afirmar que:
a) no final da década de 1970, foram ampliados os espaços de protesto, com as passeatas do movimento estudantil, a greve dos metalúrgicos do ABC e o surgimento de um novo sindicalismo.   
b) a redemocratização decorreu da política neoliberal adotada, redefinindo as ações do Estado e corrigindo as distorções sociais.   
c) o processo de redemocratização foi realizado de forma ágil por governos contrários à política do FMI, fortalecendo, assim, o mercado interno.   
d) a reforma partidária de 1979 possibilitou o surgimento de novos partidos de oposição, entre eles o Partido Comunista Brasileiro.   
e) a emenda das "diretas já" encontrou ressonância no Congresso Nacional, controlado pelo PDS, que aprovou o projeto.   
 
Gabarito:  

Resposta da questão 1: [D]

Resposta da questão 2: [C]

Resposta da questão 3: [B]  

Resposta da questão 4: [D]  

Resposta da questão 5: [A]  

Resposta da questão 6: [A]  

Resposta da questão 7: [D]  

Resposta da questão 8: [B]

Resposta da questão 9: [D]

Resposta da questão 10: [A]  

Resposta da questão 11: [C]  

Resposta da questão 12: [C]  

Resposta da questão 13: [E]  

Resposta da questão 14: [E]

Resposta da questão 15: [C]

Resposta da questão 16: [E]

Resposta da questão 17: [C]

Resposta da questão 18: [C]

Resposta da questão 19: [B]


Resposta da questão 20: [A]